APAE reuni multidão na Câmara de Andradina em repúdio a decreto sobre fim das APAEs
Com auditório lotado de pais e atendidos pela entidade, reunião serviu para repudiar decreto e buscar apoio popular pela revogação
Por André Longarini
Na noite de quinta-feira (6), a Câmara de Vereadores de Andradina foi palco de uma reunião promovida pela APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Andradina e reuniu uma multidão entre pais, atendidos pela instituição, políticos, educadores e sociedade civil para expor sobre o decreto nº 12.686/2025 que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva está gerando muitas dúvidas sobre o fechamento das APAES em todo o país.
O texto determina que alunos com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) ou altas habilidades devem estudar exclusivamente em escolas comuns, com atendimento complementar especializado. Na prática, a medida acaba com a possibilidade de matrícula direta em escolas especiais, modelo adotado por milhares de famílias que dependem das APAEs e Pestalozzis.
Estiveram presentes representantes da educação estadual e municipal, vereadores e colaboradores/parceiros da APAE de Andradina.
A diretora da unidade e veterana da casa, a psicóloga Lídia Nakaguma Shimizu ressaltou que o decreto vem de encontro contrário ao que os país anseiam e que, a APAE se estruturou como instituição para oferecer o acolhimento especializado para crianças e adultos com diversas deficiências, ressaltando que em todos os países desenvolvidos há instituições como a APAE que prestam este tipo de serviço/acolhimento.
A presidente da APAE de Andradina Mariana Moreira Arthur Eugenio e o vice-presidente Fabio Augusto Bento da Silva também usaram o microfone e falaram não só como representantes, mas como país que tem filhos que são atendidos pela unidade, contendo grau de deficiência e destacaram a importância no desenvolvimento físico e cognitivo de seus filhos, ressaltando a melhora de vida com os cuidados que o atendimento na unidade proporcionou.
Fábio destacou um ponto do decreto que diz que as crianças e jovens em idade escolar devem ser inseridas na rede pública, mas e os adultos que tem deficiências e são atendidos pela unidade, como fica? Eles não se enquadram na idade escolar, ressaltou.
Atualmente a entidade atende entre 300 e 320 pessoas, desde crianças pequenas a adultos, de Andradina e região.
A Secretária de Educação de Andradina, Estala Goda enfatizou a importância da APAE que tem toda a estrutura para receber, acolher e realizar o trabalho, destacando a parceria que a administração municipal tem com a entidade e ressaltando que o sistema público não tem condições de receber as crianças, pois não há uma política voltada para este público, com capacitação e contratação de profissional específico.
Medidas adotadas
Além de explicar sobre o que o decreto determina, a reunião serviu também para buscar o apoio político, sendo totalmente acolhido pela câmara que já se mobilizou e enviará documentos para esferas superiores, cobrando de deputados e senadores a revogação imediata do decreto.
Ao fim da reunião, a APAE apresentou um acarta que será enviada aos representantes do Governo Federal repudiando a decisão e pedindo sua revogação imediata.
Fotos AQUI
Comentários (0)