Há 80 anos, Hiroshima e Nagasaki sofria ataque nuclear realizado pelos Estados Unidos na 2ª Guerra Mundial
Após os ataques devastadores, o Japão assinou sua rendição em 2 de setembro de 1945

Por André Longarini
O dia 6 de agosto de 1945 marcou na história do Planeta o primeiro e único ataque até hoje registrado de uma bomba nuclear em conflitos bélicos envolvendo nações.
E perto do fim da 2ª Guerra Mundial e, após ter sido atacado em uma ação devastadora sobre sua frota naval do pacífico na base naval de Pearl Harbor, no Havaí pelo Japão, em 7 de novembro de 1941, culminando com a perca de quase toda a frota naval americana, mas dentro da ética da guerra, com o ataque sendo contra forças militares.
O episódio enfureceu o governo americano que iniciou um plano que seria conhecido em 6 de agosto de 1946, com a primeira bomba nuclear atingindo a cidade de Hiroshima, trazendo pânico a todo o planeta pelo tipo de arma usada com poder de destruição inimaginável contra a população civil, o que representaria um crime de guerra ou contra a humanidade, mas que até os dias atuais, nunca foi reconhecido pelo Tribunal de Aia e ninguém responsabilizado.
O uso de armas nucleares foi autorizado pelo então presidente americano Harry S. Truman após exigir que o Japão se rendesse, sob ameaça de "destruição completa". Naquele verão de 1945, os EUA estavam em guerra com o Japão há três anos.
O avião bombardeiro B-29 dos EUA, o Enola Gay, lançou a bomba nuclear, codinome “Little Boy”, com um poder de destruição de 15 mil toneladas.
O primeiro ataque vitimou cerca de 166 mil pessoas em Hiroshima e três dias depois foi a vez de Nagasaki sofre outro ataque nuclear que vitimou cerca de 80 mil pessoas.
Após os ataques devastadores, o Japão assinou sua rendição em 2 de setembro de 1945, a bordo do encouraçado USS Missouri na Baía de Tóquio. O ato de rendição foi assinado pelo ministro das Relações Exteriores japonês, Mamoru Shigemitsu, representando o Imperador Hirohito, e pelos representantes das nações Aliadas, incluindo os Estados Unidos, a China, o Reino Unido, a União Soviética, a Austrália, o Canadá, a França, os Países Baixos e a Nova Zelândia.
Décadas após as explosões atômicas, o Japão criou o Parque Memorial da Paz de Hiroshima em homenagem aos milhares de mortos na cidade. O local está localizado no movimentado distrito comercial de Hiroshima e conta com um Museu Memorial da Paz nos complexos.
A cúpula foi designada Patrimônio Mundial da Unesco em 1996. A organização descreveu a estrutura como um símbolo forte e poderoso da força mais destrutiva já criada pela humanidade; também expressa a esperança de paz mundial e a eliminação final de todas as armas nucleares.
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