Inflação preocupa, mas real ganha força frente ao dólar
Em contrapartida, a balança comercial brasileira mantém resultados positivos
Agrolink
A economia brasileira enfrenta um cenário de inflação mais elevada, valorização do real e incertezas no mercado internacional. Segundo análise do Rabobank, as tensões entre Estados Unidos e Irã, o resultado do primeiro turno das eleições e a aceleração dos preços ao consumidor estão entre os principais fatores que influenciam as perspectivas econômicas.
No cenário externo, o conflito entre norte-americanos e iranianos mantém a volatilidade do petróleo Brent, que segue acima de US$ 100 por barril. Apesar das incertezas, o dólar encerrou a semana anterior cotado a R$ 4,9871, com valorização de 4,32% do real, o terceiro melhor desempenho entre 24 moedas emergentes. O banco mantém a projeção de R$ 5,35 para o dólar no encerramento de 2026, embora reconheça perspectivas mais favoráveis no curto prazo.
A inflação também preocupa. O IPCA de setembro avançou 0,82%, acima dos 0,76% esperados pelo mercado, revertendo a queda de 0,32% registrada em agosto. No acumulado de 12 meses, o índice acelerou de 4,2% para 4,6%, pressionado principalmente pela energia elétrica, pelos alimentos e pelos transportes.
Em contrapartida, a balança comercial brasileira mantém resultados positivos. Setembro registrou superávit de US$ 7,7 bilhões, acima dos US$ 6,9 bilhões de agosto e dos US$ 3,1 bilhões observados no mesmo período de 2025. As exportações somaram US$ 34,4 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 26,7 bilhões.
Na agenda econômica, os indicadores de serviços, varejo e atividade referentes a agosto concentram as atenções. Para o IBC-Br, o Rabobank projeta crescimento mensal de 0,2% e avanço de 1% na comparação anual. Os resultados devem contribuir para avaliar o ritmo da economia brasileira diante das pressões inflacionárias e das incertezas externas.
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